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Já pensou poder construir sua casa com materiais sustentáveis, baratos e ainda ser financiado pelo Minha Casa Minha Vida?

Pois o projeto de lei nº 296/2018 de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que está atualmente para aprovação na Comissão de Meio Ambiente do Senado, propõe exatamente isso.

A ideia, defendida por movimentos ambientais e ligados à moradia popular (como a Universidade de Permacultura), é de que o programa Minha Casa Minha Vida financie pelo menos 10% das construções em cada cidade nesta modalidade, utilizando técnicas de bioconstrução.

A aprovação do projeto poderia contribuir com a situação de milhares de pessoas no Brasil, onde quase 7 milhões de famílias não possuem moradia (sem contar aquelas que moram em moradias inadequadas).

Bioconstrucão – técnica com bambus

Fonte: Pinterest

Bioconstrução, o que é isso?

A bioconstrução, como o nome sugere, é uma técnica de construção sustentável. Ela se utiliza de conhecimentos locais e materiais ecológicos que não agridem o meio ambiente, muitas vezes reciclados e necessariamente mais baratos.

Como exemplos temos as casas feitas de adobe, taipa, solocimento, ferrocimento e bambu – ao invés dos materiais e procedimentos convencionais como a alvenaria (tijolos e blocos de cimento) utilizados na totalidade dos projetos do Minha Casa Minha Vida.

— continua após o vídeo —

Com esse PL, moradias muito mais baratas e sustentáveis poderiam ser financiadas pelo programa, dando oportunidade à pessoas que não possuem uma renda suficiente para financiar uma casa convencional de alvenaria, ou em regiões em que esses materiais não são nem acessíveis nem sustentáveis.

Além disso, o uso dessas técnicas pode permitir que a obra seja feita pelos próprios moradores, ao utilizar técnicas que já são conhecidas pela população, e materiais que permitem muitas vezes uma casa mais fresca e adequada àquele ambiente.

O projeto ainda prevê que o governo arque com os gastos de 10% do valor total da obra, quando utilizado também o FGTS do trabalhador, o que pode tornar essas moradias ainda mais baratas e acessíveis. O projeto pode ser consultado na totalidade através desse link.

Fonte da imagem de capa